domingo, 24 de abril de 2011

Sobre o domingo de Páscoa

E eu fiquei até às 4 da manhã me sentindo um ovo de Páscoa, fechado, embrulhado, apertado, cheio de coisas dentro. Mas não eram bombons não. Era aquele troço amargo. No meu peito deu uma dor, aquela dor que dói mesmo. Junto com ela tinha um barulho. Sabe aquele barulho de maquininha de dentista? Tzzzz, exato, aquele de obturar dente. Incessante. Ovo de Páscoa e dor que aperta e tem som. Me xinguei de todos os nomes possíveis e, quando esgotou meu repertório, passei a inventar palavras estranhas. Chorei até desidratar e dormi. Estava cansada ontem. Na realidade ontem era um dia em que eu precisava de colo, de uma mão. Estava me abrindo com você, mas você pareceu não entender. Eu contando uma coisa e você, volta e meia, mostrando outras. Não dando muita atenção pro assunto. Engraçado, pois lembrei que sempre te escutava. E não era nenhum esforço, eu gostava. E ontem, bem, ontem era um dia em que eu precisava de você...me dei mal. Mas me dei mal ao quadrado. Não te culpo. É um problema de aceitar as diferenças, de entender que nem todos reagem da mesma maneira. Eu escuto, tô ali 100% e não fico desviando assuntos e mostrando besteiras quando percebo que a pessoa precisa de conforto. E você ainda me acha frágil, é esse o mais bizarro de tudo. Frágil, eu? Sinto, choro, faço drama, pergunto, penso e, de vez em quando exagero. Mas você está errado, de frágil não tenho nada. Você sabe. Mil vezes, você sabe, não é? Mas eu sempre quero falar. E conversar. E pensar. E ser aquela chata e mala e insistente. Você fica triste quando eu fico? Acho que não.
Hoje acordei chorando, mas não ouvi barulhinho de dentista, só os pássaros cantando. Não dei a menor bola pra eles. O dia está cinza, está esfriando e eu estou magoada com você. E meu rosto está igual ao do Shrek. Inchadão.
Sua louca. É bem doida mesmo. Aff, te avisei. Parece que gosta de se estapear. Pleft, toma, merece. Tinha muitas razões pra dar errado. E eu queria uma pra dar certo. Afinidade? Não, era mais do que isso. Mas eu devo ser neurótica, meio obsessiva e com um "quê" de algo não definido ainda pela Medicina. Ai, é burra mesmo. Logo eu, logo eu que sei como as coisas funcionam. Envolve, perde a razão. É assim e eu sei. É assim e todo mundo sabe. É por isso, é por isso que não gosto de perder as rédeas da situação. Mas, ah, eu quero. Quero pagar pra ver, prefiro isso do que escafeder e ficar sem saber se podia ter sido podre de bom ou ruim mesmo. E eu tenho uma vontade filha da puta de fazer sei lá o que comigo agora. Me bater. Me sacudir. Me xingar. Me beliscar. E gritar mil vezes sua idiota de uma figa!! Levo tudo a sério, será? Mania de não abandonar a ingenuidade. Pé atrás, pé atrás. Sou macaca velha, mas fiquei com os 2 pés sempre lá na frente.

10 comentários:

нєllєи Cαяoliиє disse...

Ah,minha linda...
o triste é que vezes ou outra algumas pessoas simplesmente não vão compartilhar o mesmo que doamos a elas,e afinal temos que conviver com isso.
Minhas energias positivas para você!
Um Beijo

. disse...

Nossa, me identifiquei demais com o que tu disse .. ! é realmente muito confuso , triste , e deprimente sentir isso . Mas temos antes de tudo , que pensar na gente sabe , que se não tá dando valor é porque não merece. E saímos pela vida esperando ou procurando o cara certo e que nos faça bem.
Sai com os amigos, vai se divertir.. Os amigos , a família sempre estão do nosso lado , e sem interesse nenhum '
Beijos querida , melhoras. Uma ótima semana pra ti!

DanielaFilipa disse...

óhh , muito muito obrigada :D
gostei do post,
beijinhos

rita tiago disse...

adoro o blog :)
sigo*

Carol Fernandes disse...

awn, seu blog é luxo e você uma fofa *-*

Gabriela Freitas disse...

"Tinha muitas razões pra dar errado. E eu queria uma pra dar certo."
Então Bárbara, tenho muito pra te escrever, mas prometo tentar ser breve e resumir tudo. Não sei se o que você escreve é real ou apenas fruto de imaginação, sei lá, algo criado enquanto escuta uma música, um desabafo falso. Vou ignorar esta hipotese e acreditar que você escreve sobre o que vivi e se é isso mesmo, garota, temos algo em comum, este amor por alguém que não sente amor por nós, é mais ou menos isso não é? Sem detalhes da minha historia ou da sua, acho que você também tem essa minha mania de insistir do que já deu errado, no que já era pra te acabado, de insistir no que qualquer outra pessoa já teria largado mão. Sou assim, me entrego sempre com os dois pés na frente, mesmo conhecendo o outro lado, mesmo sabendo como ele é e o que ele faz. Uma vez eu escrevi nesses meus mil e um disabafos "Eu me entrego, eu me do, mas você continua aí parado, você não se entrega, não se doa." não vou com essas palavras, mas foi algo assim...Arrume tudo aí dentro garota, força e paciencia, fé também, fé em qe tudo vai melhorar, vai passar, vai se organizar. Faz uma reforma, uma faxina dentro do peito, as vezes faz be, as vezes ajuda.

'Lara Mello disse...

Esse tempo vai passar.. Logo acaba e só vai reinar felicidades por aqui! ^^

Martinha disse...

Custa tanto essa indiferença das pessoas que nos ouvem, essas troca de assuntos de conversas. Eu fico também a sentir-me mal quando quero falar sobre algo e a outra pessoa muda repentinamente o tema e não me deixa dizer o que sinto. :S
Olha linda... força para esses momentos menos bons. :)

Andressa disse...

Até 4 da manhã se sentindo um ovo de Páscoa? Eu tô até agora, de tão redonda.

Bisous!

sarah disse...

Ah, uma pena você ter passado a páscoa tão mal.. eu desencanei, passo o feriado da maneira mais simples possivel.


bjs flor!